terça-feira, 11 de junho de 2013

O menino que colecionava guarda chuvas

  Esse livro comprei pelo título, assim como vários que compro usando título ou capa como motivos de curiosidade, mas valeu a pena, de forma rimada o autor ensina as crianças a usar a imaginação, mostrando como um único objeto (neste caso o guarda chuva), pode se transformar em vários itens de aventuras fantásticas...

Quando alguém lhe falava
que brinquedo era a melhor opção,
Chico logo retrucava:
_Só é preciso usar a imaginação.

    E assim vão surgindo várias maneiras de brincar e usar o guarda chuva.


_Sete guarda-chuvas abertos fazem um belo acampamento. Embaixo deles eu fico coberto, protegido do sol e do vento.      




É impressionante como a leitura estimula as crianças que estão ouvindo a atuarem como no texto que estão ouvindo, meus filhos depois de ouvirem esta história, não perderam tempo em me pedir para abrir os guarda chuvas na sala e fazer o nosso próprio acampamento.
    É uma delícia brincar de ciranda de leitura com meus pequenos, me sinto criança novamente, além de dar uma combustão de idéias na minha mente, para completar minha série de livros infantis...
    
    Até a próxima 
    Bianca Dias



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Diário da Escritora.


Isso é hora para inspiração?

Olá pessoal!

     Fui dormir por volta das nove horas da noite, uma crise surpresa de rinite, me derrubou o ânimo nesses três últimos dias, tentei dormir cedo com uma dose de antialérgico outra de antiinflamatório e uma outra de vitamina C, para ver se sara ou sara. Para a minha surpresa, fui despertada pela minha mente em plena atividade, parece que quando se cria o hábito de escrever, a mente passa a fazer o trabalho dela por conta própria independente das suas condições físicas.
    Resolvi obedecer o chamado dela, pois se teve uma coisa que aprendi nesses dois anos escrevendo, é que se você não esvaziar a mente quando ela funciona de madrugada, ela não te deixa dormir. Isso já me aconteceu outras vezes, não é rotineiro, mas já me peguei brigando com o sono e com a mente cheia de projetos a noite inteira, para conseguir enfim fechar os olhos somente quando o sol nascesse. Depois de algumas noites em claro, se aprende que é melhor não brigar, deixar de preguiça e dedos no teclado! Pois é, aqui estou eu, a uma hora da madrugada fazendo o que? Escrevendo!
    Então vamos lá! Uma xícara de chá de gengibre com canela, uma malha de lã bem quentinha, meu moletom marrom, que aliás merece um abre aspas." Etava meu pequeno João Danyel internado aos dez meses de vida com uma atelectasia pulmonar e eu mãe neurótica, quando soube que ele ia internar, saí direto do serviço para o hospital e não havia quem me tirasse dali é claro. Então carinhosamente pedi ao meu marido que fosse até alguma loja próxima e comprasse um moletom, uma camiseta e um par de Havaianas para mim e algumas peças de roupas para o João, para que eu tomasse um banho e passasse a noite lá, até que ele trouxesse mais roupas de casa, que era um pouco distante.Ele prontamente atendeu meu pedido, e logo chegou com um moleton marrom que servia nele de tão grande, uma camiseta branca Hering básica e um par de Havaianas toda azul bebê. Deu pra vizualizar o look! Rs.  Aprendi uma grande lição naquele dia! Homens, em sua grande maioria não entendem de configurar modelitos, nem em situações de urgência, porém homens tem a habilidade de comprar as coisa pensando no conforto, não existe moletom mais aconchegante que esse, claro que eu combino ele com uma Havaianas branca de tirinhas dourada, mas o moletom já está bem velhinho, afinal isso já fazem quatro anos, mas depois da aversão do primeiro olhar ele virou tipo um companheiro de noites frias". Uffa! fechei aspas, mas é que tem coisas que a gente registra na mente e um dia, parece que devem ser escritas para serem imortalizadas, afinal costumo sempre escrever no fim dos meus poemas.
    O que foi Escrito e Assinado, Eternamente ficará Gravado...
    Enfim, meus pensamentos desta noite foram bem familiares, me peguei pensando no sono dos meus filhos e em como eles tinham feito uma transformação na minha vida desde que nasceram.
   Percebi entre lembranças, que foram correndo na minha mente como um filme, não desses produzidos pela Disney, e sim imagens mais daqueles filmes antigos sem muito foco ou efeitos especiais, que durante esses quase cinco anos que sou mãe e fui presenteada com dois Filhos iluminados, que eles viraram uma escada na  minha vida.

    Um é como os degraus, que serve de apoio para eu dar impulso para subir.
    O outro o corrimão, que ajuda a segurar-me para não cair.

    Esse monte de palavras e saudades que vão se registrando na mente, me fizeram saltar da cama para escrever uma história infantil, como pretendo publicar um livro de contos infantis em paralelo com o de ficção até o fim desse ano, vou ter que deixar a história em segredo, mas assim que eu tiver o ISBN do livro, prometo compartilhar a que foi criada hoje com o pessoal que passa aqui pelo blog e com carinho acompanha as narrativas dessa nova escritora.

imagem da internet


        Essa mente trabalhadora, que inspirou-se durante meu sono, hoje me fez escrever como criança.
        E agora com a caixinha vazia, é hora de dormir novamente.
        Uma boa noite a todos.
        Beijos carinhosos
        Bianca Dias
   
   

terça-feira, 4 de junho de 2013

Diario da Escritora

    Oi pessoal!

    Um pouquinho de sol enfim, mesmo que serenamente gelado...
    Gosto de sentir seus raios esquentarem meu rosto, sempre vou até a mureta da sacada de casa e me sento para receber esses raios acompanhada do meu jardim.
    Descobri que existem vários amantes da luz solar assim como eu, poetas desde a antiguidade usam essa estrela calorosa como fonte de inspiração.

Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor.

   Ah! O poeta do amor William Shakespeare. Foi dele o primeiro versinho que encontrei para ajudar a esquentar o meu dia.
    Quem não sente calor com as palavras certas, não é mesmo...

 Soneto 35
Não chores mais o erro cometido;
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
O sol no eclipse é sol obscurecido;
Na flor também o inseto faz seu ninho;

Erram todos, eu mesmo errei já tanto,
Que te sobram razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar;

Os sentidos traíram-te, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te excuso, e me convenço

Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me ao ladrão amado e amoroso.


     Diante das várias observações acerca do meu querido companheiro de escrita, gosto das que o emolduram em seu grande espetáculo.

Não fique triste quando ninguém notar o que fez de bom
Afinal...
O sol faz um enorme espetaculo ao nascer,e mesmo assim, a maioria de nós continua dormindo


    Dias com o Sol mais perto de mim, fazem ganhar vida sentimentos de luz e felicidade que renovam minha energia, depois de ver a intensidade de seu brilho clarear meu quarto por entre as frestas da janela e ouvir meu pequeno João Danyel mencionar:
_Que dia bonito mãe! Hoje podemos ir brincar lá fora? Me sinto com disposição total, uma ajeitada em tudo, o almoço preparado com carinho e finalmente papel e lápis.
    Surgiram mais dezoito páginas do livro que estou escrevendo, satisfeita, me coloquei a digitar novamente a história que ainda está em sua mairia escrita à mão, havia passado por uma dose de desmotivação, não estava sentindo vontade de lidar com esse livro nos últimos dias, mas nada como uma boa dose de luz solar para que inspiração e vontade caminhem juntas.
     Resolvi fazer esses relatos, de uma escritora que está engatinhando na vida das letras, claro que nem todos os dias consigo escrever, principalmente depois de meus plantões noturnos no hospital, quando o sono me consome mais que qualquer poesia de Shakespeare, mas sempre que puder vou vir aqui no blog contar meus dias de escritora.
    Espero que gostem
                                            imagem da internet

Aproveitem o sol...
Grande Beijo
Bianca Dias
 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sentimentos de escritor.../ parte dois

   Olá!
 Tem dias onde tudo que é imaginado, rabiscado, sentido ou projetado pelo escritor, estão coloridos pelos tons de cores frias, passei o dia procurando uma idéia legal para transmitir a todos, mas não consegui  sair deste estado de paisagens gélidas que parecem fazer graça com o coraçao de quem escreve, tudo hoje tem sabor de água e cheiro de nuvem.

Passei a perceber a dor
Na saudade, na ausência
De forma física e espiritual
Ela se rasgou em meu corpo
Como se rasga um papel
Se instalou na minha mente
Disfarçada em imagem
Para que eu não percebesse
E na quietude ampla
Me contorce a alma em lágrimas
Na solidão fria e infinita
Me enfurece os batimentos
Daquilo que ainda ouso
Chamar de coração
Tento um consolo
Um apelo, nada,
Tudo em vão
O que consigo simplesmente
É engolir um choro
Soluçado, sufocado
Ficando estreito
Dentro do corte que está na carne
Molhando ardidamente a ferida
Da saudade, da ausência...
Da dor
Que virou realidade             (Bianca Dias)

     Os sentimentos do escritor vão se movendo como brisa em um tecido leve esticado no varão que recobre a rústica janela da sua alma.
    Devagar os passos vem e vão ao seu redor e nesses dias  a cor mais quente que ele enxerga é o anil, profundo e silêncioso, soando brando como o vai e vem das ondas calmas, lá dentro do mar sereno em que repousam suas idéias.

                                                                                                                             imagem da internet

O melhor a se fazer é aproveitar os pensamentos desacelerados e ir passear dentro do meu subconsciente. 
Bom sonhos.
Boa Noite com sentimento azul anil.. 
Bianca Dias

A portuguesinha...

Saudades de lá! Saudades de cá!

E para matar as saudades, vamos um pouco rimar.. 
                                                                                                                       Imagem da Internet

"Nas ondas do teu cabelo                                     "O meu triste coração      
vou-me deitar a afogar,                                          ao teu, cruel, obedece.
para que toda a gente saiba                                   O meu triste não te lembra,
que há ondas sem ser no mar."                               o teu cruel não me esquece."


"Não fui eu que disse ao sol                             "Tenho fome, tenho sede
        que não voltasse a nascer.                                 mas não é de pão nem de vinho.
Diante dos teus olhos                                        Tenho fome de um abraço
o que vem o sol cá fazer?"                                 tenho sede de um beijinho."


"As tuas mãos são mimosas,                           "As penas leva-as o vento,
são flores teus lindos dedos.                          aquelas que leves são.
Teus braços meu encosto,                             Só a mim é que não leva
tu, cofre dos meus segredos."                        as penas do coração."


 Cancioneiro de Oliveira do Bairro, Portugal
por Estela Maris Rosa

domingo, 2 de junho de 2013

Diário da Escritora...

    Decididamente preciso de calor!
    O dia de hoje me fez perceber que dias de sol me inspiram melhor, talvez por eu ter uma coragem maior de sair debaixo das cobertas e colocar o nariz para fora da porta.
    Dias de chuva são bons para ler, não para escrever, pois minha única fonte de inspiração é a janela, só através dela posso ver o mundo lá fora ganhar vida, mas vida num dia cinzento, nublado e frio.
    É dificil até perceber movimento nesses dias.
    Os passarinhos se escondem, as pessoas não caminham, as vozes se abafam e todos falam baixinho.
    Só me é possível ver o que tem de bom no frio dentro de casa.
    

    Um cobertor quentinho e felpudo
    Lembra a brincadeira com um gato barrigudo

    Um chá quentinho saindo vapor
    Perfumado de canela, adoro esse sabor

    Um abraço apertado, inesperado
    Faz lembrar que mesmo no frio, o amor está ao seu lado...


                                                                                   imagem da internet
    
    Bom friozinho 
    Bianca Dias

Eterno Mestre...




A mulher e a sombra

Tentei, um dia, descrever o mistério da aurora marítima.

      Às cinco da manhã a angústia se veste de branco
      E fica como louca, sentada espiando o mar...

Eu a vira, essa aurora. Não havia cor nem som no mundo. Essa aurora, era a pura ausência. A ânsia de prendê-la, de compreendê-la, desde então me perseguiu. Era o que mais me faltava à Poesia:

      E um grande túmulo veio
      Se desvendando no mar...

Mas sempre em vão. Quem era ela de tão perfeita, de tão natural e de tão íntima que se me dava inteira e não me via; que me amava, ignorando-me a existência?

      És tu, aurora?
      Vejo-te nua
      Teus olhos cegos
      Se abrem, que frio!
      Brilham na treva
      Teus seios tímidos...

O desespero inútil das soluções... Nunca a verdade extrema da falta absoluta de tudo, daquele vácuo de Poesia:

      Desfazendo-se em lágrimas azuis
      Em mistério nascia a madrugada...

Lembrava uma mulher me olhando do fundo da treva:

      Alguém que me espia do fundo da noite
      Com olhos imóveis brilhando na noite
      Me quer.

E fora essa a única verdade conseguida. A aurora é uma mulher que surge da noite, de qualquer noite - essa treva que adormece os homens e os faz tristes. Só a sua claridade é amiga e reveladora. Ao poeta mais pobre não seria dado desvendá-la em sua humildade extrema. O poeta Carlos, maior, mais simples, a revelaria em sua pulcritude, a aurora que unifica a expressão dos seres, dá a tudo o mesmo silêncio e faz bela a miséria da vida:

      Aurora,
      entretanto eu te diviso, ainda tímida,
      inexperiente das luzes que vais acender
      e dos bens que repartirás com todos os homens.

      Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
      Adivinho-te que sobes, vapor róseo, expulsando a treva noturna.
      O triste mundo facista se decompõe ao contato de teus dedos,
      teus dedos frios, que ainda não se modelaram
      mas que avançam na escuridão como um sinal verde e peremptório.
      Minha fadiga encontrará em ti o seu termo,
      minha carne estremece na certeza de tua vinda.
      O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes se enlaçam,
      os corpos hirtos adquirem uma fluidez,
      uma inocência, um perdão simples e macio...
      Havemos de amanhecer. O mundo
      se tinge com as tintas da antemanhã
      e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
      para colorir tuas pálidas faces, aurora.

A aurora dos que sofrem, a única aurora. Aquela mesma que eu vira um dia, mas cujo segredo não soubera revelar. Uma mulher que surge da sombra...
Bem haja aquele que envolveu sua poesia da luz piedosa e tímida da aurora!



Vinicius de Moraes. 
                                                                                                                                        imagem da internet